Como reduzir gordura no fígado (Esteatose) - www.detoxhoje.com.br

Como reduzir gordura no fígado (Esteatose)

Como reduzir gordura no fígado (Esteatose)

O fígado é um dos maiores órgãos do corpo humano e possui funções de extrema importância, principalmente relacionadas à metabolização de nutrientes.

Entretanto, um problema comum, que atinge entre 20% e 30% da população é o acúmulo de gordura no fígado. Este mal, também conhecido como esteatose, precisa de atenção e pode causar complicações graves, como a cirrose.

Quando criamos a relação entre a esteatose e a cirrose, é natural que esta doença seja associada ao consumo de álcool, entretanto, existem outros fatores que a fazem progredir, como uma alimentação desregulada.

Todavia, é possível controlar a gordura no fígado e, em alguns casos, até reduzi-la. O importante é possuir sempre um acompanhamento médico e adquirir uma rotina saudável, com uma boa alimentação e exercícios físicos.

Neste artigo, você entenderá como a esteatose age no organismo, quais são as causas desta doença, por que precisamos trata-la e o que você precisa fazer para que ela seja reduzida no seu fígado.

O que é esteatose

A esteatose hepática é uma doença caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado. A doença possui 4 estágios e precisa de atenção quando os níveis de gordura no órgão ultrapassam 5%.

Os 4 estágios da esteatose são:

  • simples: estágio onde o índice de gordura está um pouco acima, porém, não apresenta sintomas. A única forma de descobrir a anomalia é fazendo exames de sangue;
  • não alcoólica: os primeiros sintomas começam a aparecer, como dores no lado direito da região abdominal. Neste grau, o fígado pode começar a inflamar;
  • fibrose hepática: o excesso de gordura no fígado e a inflamação começam a causar alterações nos vasos sanguíneos e no órgão em geral, porém, seu funcionamento ainda não é afetado;
  • cirrose hepática: este é o estágio mais avançado da doença e também é o mais conhecido. Nesta fase, o fígado já tem o seu funcionamento comprometido, sua forma fica irregular e o seu tamanho é diminuído. A cirrose ainda pode evoluir, se tornando um câncer ou levando o órgão à morte. Pode ser necessário o transplante de fígado.

Gordura no fígado e sobrepeso

Apesar de não existir uma relação direta, a esteatose é comumente associada ao sobrepeso. Isso porque ela aparece com maus hábitos alimentares, que causam um aumento na taxa de gordura visceral.

Naturalmente, se a pessoa possui um índice elevado de gordura visceral, seu fígado pode estar sendo comprometido, afinal, a gordura começa a se infiltrar no órgão e se acumular na região.

Por existir essa relação entre o sobrepeso e a esteatose, os brasileiros precisam ficar cada vez mais atentos, afinal, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, 62,6% das mulheres e 57,5% dos homens estão acima do peso.

O que causa gordura no fígado

Apesar de as doenças do fígado serem muito associadas ao consumo de álcool, o acúmulo de gordura no órgão pode ou não ser alcoólica. Na verdade, existem mais casos de esteatose não alcoólica do que alcoólica no Brasil.

Existem 2 principais causas para a gordura no fígado:

  • resistência insulínica;
  • consumo excessivo de álcool.

Resistência insulínica

A resistência insulínica ocorre quando o corpo humano começa a precisar de maiores quantidades de insulina para que ela execute o seu papel normal.

Naturalmente, a insulina faz o transporte de glicose para o interior da célula, que é transformada em energia. Entretanto, com a resistência, a insulina vai perdendo a sua capacidade de transporte.

Resumidamente, a resistência insulínica estimula a acumulação de gordura visceral, causando acúmulo de gordura nos órgãos e, consequentemente, acúmulo de gordura no fígado.

Consumo excessivo de álcool

gordura no fígado

O consumo de álcool causa algumas anomalias no funcionamento do fígado, gerando o acúmulo de gordura visceral e, assim como na resistência insulínica, o acúmulo de gordura no fígado.

De forma resumida, o álcool presente no organismo (etanol) é transformado em aldeído (etanal) e, posteriormente, transformado em ácido etanoico. A cada etapa dessa transformação, o corpo produz o que chamamos de H+.

Com estas transformações e com a produção de H+, o fígado começa a se tornar um meio ácido, algo que não é adequado para o órgão. Para corrigir isso, o fígado utiliza vitamina B3.

Entretanto, esta vitamina é extremamente importante na oxidação de gorduras e a sua falta nesta oxidação também causa o aumento da gordura visceral e, consequentemente, o acúmulo de gordura no fígado.

Principais sintomas

Os quadros mais leves da esteatose hepática são assintomáticos. A detecção da doença, nos seus estágios iniciais, geralmente acontece em exames de sangue de rotina, ou com o objetivo de detectar outras doenças.

Os sintomas iniciais da doença, aparentes a partir do segundo estágio da anomalia hepática, são dores no lado direito do abdômen, crescimento do fígado, fraqueza, cansaço e perda de apetite.

Já nos estágios mais avançados, marcados pela fibrose do órgão, os sintomas são acúmulo de líquido no abdômen, confusão mental e encefalopatia, aranhas vasculares, queda na quantidade de plaquetas e icterícia.

Se não tratada em tempo hábil, ou seja, se o paciente não modificar seus hábitos alimentares e de estilo de vida, as consequências podem ser insuficiência hepática, câncer e morte do fígado, sendo necessário o transplante.

Como reduzir a gordura no fígado

gordura no fígado

Não existe um tratamento específico para o acúmulo de gordura no fígado. Isso porque esta anomalia não caracteriza uma doença específica desde os seus estágios iniciais. Tudo acontece de acordo com a rotina de cada pessoa.

O tratamento, na realidade, se baseia na mudança do estilo de vida, inserindo uma alimentação saudável e uma rotina de atividades físicas regulares e com intensidade, no mínimo, moderada.

Acontece que a esteatose atinge, principalmente, pessoas acima do peso e sedentárias. A migração deste estilo de vida para uma vida mais saudável é difícil e pode exigir esforço e paciência, pois leva certo tempo.

Tudo começa com autoconhecimento

gordura no fígado

O primeiro passo para a mudança é fazer uma autoavaliação e entender se a sua rotina é sedentária ou não. Além disso, avaliar fatores como a alimentação e a estrutura física é importantíssimo no processo de transformação.

Uma medida interessante de ser monitorada é a circunferência abdominal. O acúmulo de gordura no abdômen pode ser um sinal de esteatose e você precisa controlar.

Atente-se para esta medida, que não pode ultrapassar 102cm para os homens e 88cm para as mulheres. Medir esta região é simples, basta utilizar uma fita métrica em torno da região abdominal.

Iniciando a rotina de atividades físicas

gordura no fígado

Como qualquer novo hábito, não é simples iniciar uma rotina de atividades físicas. Para as pessoas que possuem costumes sedentários, a transição é dolorida e exige extrema dedicação.

A disciplina também precisa começar a fazer parte da sua rotina, afinal, você precisará criar uma consistência nas suas atividades para que elas tenham efeito. Jogar futebol uma vez por semana não caracteriza uma vida saudável.

Tempo e dinheiro não são desculpas

As desculpas mais comuns são, sem dúvidas, a rotina corrida e a falta de recursos financeiros para iniciar os exercícios. Entretanto, corridas e caminhadas ao ar livre, 30 minutos por dia, podem ser o início.

Tudo é uma questão de prioridade e organização. A sua prática diária de exercícios pode ser pela manhã, antes de ir ao trabalho, por exemplo, para iniciar o dia com mais disposição.

Comece praticando o que gosta

Mais difícil do que começar é começar com algum exercício que não gosta de fazer. As atividades iniciais mais naturais são as aeróbicas ao ar livre, como corrida, caminhada e bicicleta.

Praticar um exercício do seu gosto envolve fatores como diversão, o que facilita o processo e faz o tempo passar mais rápido. Sem contar que andar 30 minutos de bicicleta pela cidade ou por um parque é poco tempo, não é?

Acredite, esses 30 minutos farão com que o seu corpo inicie um processo de transformação e adaptação, gastando mais energia e acelerando o metabolismo de forma geral.

Fique atento à sua saúde

É muito importante que você tenha ciência sobre o que pode e o que não pode fazer, com relação às atividades físicas. Possíveis limitações físicas ou cardíacas, por exemplo, farão diferença na forma como você fará os exercícios.

O ideal é que um médico seja consultado antes de qualquer coisa, para que alguns exames sejam feitos e você tenha a certeza que pode fazer atividades sem criar outros problemas.

Crie consistência

Depois de um tempo fazendo atividades diárias, o exercício se tornará um hábito e será muito mais fácil dar continuidade. Por isso, você precisa levar a sério e não falhar no início.

Torne a sua saúde uma prioridade. Se você precisa das atividades físicas para melhorar a sua qualidade de vida, entenda que o seu bem-estar depende disso e você não pode falhar. Sua prioridade deve ser respeitada.

Com o tempo, aumente a intensidade

Seu corpo é uma máquina de se adaptar aos estímulos que são empregados a ele. No início, fazer 30 minutos de caminhada, ou de bicicleta, será difícil e você poderá sentir muito cansaço.

Todavia, depois de algumas semanas praticando, este tempo começará a se tornar algo normal e você sentirá menos, estimulando cada vez menos. O ideal é sempre tentar colocar o seu corpo além da zona de conforto.

O ideal é variar na forma como os estímulos são feitos, modificando o formato, a intensidade e a carga dos exercícios. A academia é uma aliada interessante nesse sentido, devido à variedade de aparelhos e exercícios disponíveis.

Além da variação, crie desafios para os seus exercícios e execute-os de acordo com a sua capacidade. Se durante uma semana você caminhou por 30 minutos com certo ritmo, procure aumenta-lo no próximo ciclo.

Alimentação saudável

gordura no fígado

Não só com exercícios se constrói uma vida saudável, a sua alimentação também será um forte aliado para melhorar a sua qualidade de vida e reduzir a quantidade de gordura no fígado.

A alimentação ditará o ritmo desse progresso, para que o seu metabolismo consiga trabalhar de forma constante e o seu fígado consiga reduzir gradativamente a quantidade de gordura nas suas células.

Controle a rotina de alimentação

O hábito de se alimentar bem começa com a frequência com que você costuma comer. O mais comum é fazer 3 refeições ao dia, entretanto, no intervalo entre elas, você precisa consumir algum tipo de alimento.

Comer a cada 3 horas é interessante para que você não sinta fome e, consequentemente, consuma menores quantidades de comida a cada refeição. Isso auxiliará o processo digestivo e será benéfico para o seu corpo.

Crie o costume de jantar cedo

Seu corpo precisa de um período entre 12 e 14 horas de jejum durante a noite, por isso, jantar cedo será importante para que, no outro dia, você possa tomar um café da manhã reforçado.

Além disso, sua rotina deve ser sincronizada, ou seja, levantar cedo, fazer as refeições no horário correto e dormir cedo. Assim, seu metabolismo terá uma vida mais fácil e será mais fácil reduzir a gordura no fígado.

Procure um especialista

Criar uma rotina nutricional balanceada, com uma alimentação saudável e regrada não é uma tarefa para quem não entende do assunto. Consultar um endocrinologista ou um nutricionista é essencial.

O corpo de cada pessoa é diferente e precisa dos nutrientes em diferentes quantidades, por isso, a dieta é uma determinação específica e precisa ser seguida à risca.

É importante entender que fazer dieta não significa, necessariamente, fazer restrições alimentares drásticas. Estas, por sinal, são difíceis de serem seguidas e causam uma maior desmotivação.

Conclusão

Gordura no fígado é um assunto sério e precisa de atenção. Por ser, geralmente, causada por maus hábitos alimentares e sedentarismo,esta anomalia progride de forma lenta e, muitas vezes, imperceptível.

Um ponto importante é que, nos seus estágios iniciais, ela não caracteriza uma doença e não é possível tomar algum medicamento para tratar. O tratamento depende, exclusivamente, de mudanças na rotina e no estilo de vida.

Assim como em diversos outros cenários, a solução para a esteatose é a mudança nos hábitos alimentares e a prática de atividades físicas constantes. A combinação destes dois fatores é a principal solução para este e outros problemas.

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